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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Carvalho Namone

Foto: Carvalho Namone, Director do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha

Biografia
Nasceu a 14 de Fevereiro de 1962, em Mato Faroba, sector de Catió, região de Tombali. É professor de Biologia, diplomado na Tchico Té. Deu aulas no ensino básico, foi director de uma escola em Campada (S. Domingos, Cachéu) e também responsável de secção em Campada. Em Bafatá, foi coordenador de Biologia e Química, cargos que voltaria a desempenhar em Bissau, no Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha. Neste mesmo liceu, foi também presidente do Conselho Disciplinar. É actualmente o director do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha, desde Novembro de 2007.

A: Que problemas enfrentou quando passou a director do liceu?
CN: Os problemas são vastos. Quando assumi a Direcção da escola, encontrei-a numa falência total. Herdamos a Direcção da escola com muitas dificuldades, especialmente em dívidas. Por exemplo, o pessoal menor (funcionários) não recebe há anos. Para além disso, ainda há dívidas relativas às obras da escola. Um dos nossos principais objectivos é pagar estas dívidas. A escola também tem muitas carências em termos dos materiais didácticos e infra-estruturas: não há gabinete para o subdirector, nem sala para a associação dos alunos, nem salas de formação.

A: Quais são as perspectivas para este ano lectivo? Qual é o plano de actuação da Direcção?
CN: Estivemos ocupados com a organização da Direcção da escola e com a preparação do ano lectivo. Também estivemos em negociações com o SAB para nos enviarem professores contratados, de modo a preencher as vagas deixadas por outros professores. Para o futuro, pretendemos concluir o ano lectivo com normalidade e pagar todas as dívidas, nomeadamente quanto ao pessoal menor e outras dívidas com os professores. Depois queremos criar e manter todas as condições necessárias para que não haja a paralisação das aulas. Também queremos continuar com as obras, depois de angariar os fundos de pagamento com as propinas dos alunos.

A: Qual é a relação que tem com os alunos?
CN: Naturalmente tenho uma boa relação com os alunos, nomeadamente com a Associação dos Alunos, porque são eles a força do desenvolvimento. Quando queremos dar algumas informações aos alunos recorremos à Associação. Neste momento, a Associação também está a organizar a limpeza da escola.

A: Qual é a relação da Direcção com a Oficina em Língua Portuguesa?
Quanto à Oficina e à relação com os professores cooperantes, o balanço é muito positivo, nomeadamente pela formação de professores e pela ajuda ao nível de equipamentos.
Por: Alaje Djaló, Fernando Tchuda, Franculino Gomes

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Carnaval em Bissau


Fotos 1 e 2: Carnaval em Bissau (04 de Fevereiro de 2008)

Manifestação cultural e expressão de criatividade, o Carnaval é a festa mais popular da Guiné-Bissau, conseguindo mobilizar e unir pessoas de todas as idades, origens e estatutos sociais. Os preparativos e ensaios começam com, pelo menos, um mês de antecedência: a construção das máscaras, a formação de grupos, a recriação das danças tradicionais e a confecção dos fatos. O Carnaval da Guiné-Bissau não se limita ao desfile nacional em Bissau, organizado pela Comissão Nacional Organizadora do Carnaval (C.N.O.C). Antes disso já se organizaram concursos e outras actividades culturais ligadas a este evento, em diferentes regiões, bairros, escolas e organizações. O desfile nacional, em Bissau, é a etapa final.
Mas, para sabermos mais sobre os bastidores do Carnaval em Bissau, entrevistámos quem mais sabia do assunto:
1 - Dódó das Máscaras, que participa há 14 anos no Carnaval, com as suas famosas máscaras.
2 – Fernando Saldanha, vice-presidente da Comissão Nacional Organizadora do Carnaval, com papel activo na organização de vários Carnavais, desde 1998.
3 – Os Netos de Bandim, que já ganharam vários prémios de Carnaval, desde 2000.

Por: Alaje Djaló; Fernando Tchuda; Franculino Gomes; Paluxo Ié, Vaniolino Mendes de Carvalho; Zezito António Pedro

(As perguntas feitas nas entrevistas foram discutidas e definidas previamente pelos alunos)

Dódó das Máscaras



Foto 1: Dódó das Máscaras.
Fotos 2 e 3: Máscaras alusivas ao tema do Carnaval de Bissau 2008: Combate à Droga e à Emigração Clandestina, para a afirmação da Paz e Reconciliação Nacional.

Biografia
Dódó Pereira Tecanhe nasceu em Ziguinchor, no ano de 1972. Aos 5 anos foi para Bolama (Bijagós), onde frequentou o Jardim Infantil. Foi aí que, com os incentivos de um padre, contactou com a arte da escultura e lhe cresceu a vontade de prosseguir esse caminho. Em 1988 foi para Bissau, onde viria a ingressar na Escola Artística, na qual foi discípulo do professor cubano Silvestre Alves. O funcionamento da escola e os estudos foram interrompidos por causa da Guerra Civil de 1998.

A: Que tipo de trabalho faz?
DM: Sou artista plástico e o meu trabalho é a arte da escultura e da pintura. Também organizo actividades ligadas à cultura (espectáculos ao vivo, play-back, passagem de modelos, etc.).

A: Qual é a sua motivação para fazer este trabalho?
DM: É algo que tenho no sangue, é um “dom”, do qual não posso fugir. Estou dependente do meu trabalho artístico. Geralmente a minha motivação são as crianças, porque o meu trabalho é para as crianças. Aliás, como vêem, eu trabalho sempre com as crianças, com a sua liberdade criativa. As crianças têm uma grande capacidade de aprender, por isso prefiro-as como alunos e, para além disso, são elas as herdeiras das máscaras.

A: Que matéria utiliza para fazer as máscaras?
DM: Os materiais são vastos, mas em primeiro lugar preciso de um plano de trabalho, sendo indispensável a resma e o lápis para a execução do desenho das máscaras que vou edificar. Depois de ter o plano de trabalho recorro a materiais diferentes: troncos de papaieira; cartão; papel de sacos de cimento; pedras; latas; lama; paus para segurar as máscaras; preciso também de farinha de trigo para torná-las mais duras; os cornos que servem de dentes nas máscaras; tinta e outros objectos (chifres, contas, etc.) para o embelezamento das máscaras.

A: Quanto tempo demora a fazer cada peça?
DM: Para fazer o trabalho necessito de muito sol e farinha de trigo duro. Quando reúno essas condições, posso terminar uma peça em 24 horas ou um pouco menos.

A: Quais são os apoios que tem a sua obra?
DM: Há apoios, por exemplo, ao nível da divulgação. No dia 31 de Janeiro vou fazer uma exposição e desfile de máscaras da década de 80, intituladas de Vital e N’ghaé, no Centro Cultural Português.

A: Que mensagem pretende transmitir com as máscaras que está a fazer agora?
DM: São máscaras de Carnaval, por isso a mensagem vai de encontro ao lema deste ano: Combater a Droga e a Emigração Clandestina, para a afirmação da Paz e Reconciliação Nacional.

A: Há quanto tempo participa no Carnaval?
DM: Há 14 anos.

A: Que prémios já ganhou? E quais são as perspectivas para este ano?
DM: Já ganhei, em anos anteriores, prémios de 1º, 2º e 3º lugares. Este ano reúno condições para ganhar. Um dos prémios que mais gostei de ganhar, há alguns anos atrás, foi o prémio de uma máscara alusiva ao problema SIDA. Essa máscara foi adquirida pelo Centro Cultural Francês. Mas também já tenho perspectivas de trabalhos para anos posteriores. Para 2010 estou a preparar uma máscara dentro de água.

A: Tchando de Sintra é outro grande artista de máscaras, qual é a sua relação com ele?
DM: Fomos colegas de escola. É o meu irmão de profissão. Há outros artistas de máscaras que eu gostava de ver trabalhar, não só para o Carnaval, mas ao longo de todo o ano. E gostava que dedicassem mais atenção às crianças, que as envolvessem na arte, porque delas vai depender o desenvolvimento da cultura.

Os Netos de Bandim




Fotos 1 e 2: Ensaios d' Os Netos de Bandim
Foto 3: Alunos do Atelier de Jornalismo a entrevistarem o porta-voz e coordenador do grupo - Ector Dióginas Cassamá

A: Quando é que se formou o grupo? Como? Porquê?
NB: O grupo formou-se no dia 12 de Novembro de 2000. Surgiu através da Escola dos Jovens Associados do Bandim, com o objectivo de participar no evento carnavalesco organizado pela ACESA, para promover os novos valores e difundir a nossa cultura. Actualmente o grupo é constituído por 50 crianças e jovens, um coordenador, um vice-coordenador e um responsável de relações públicas.

A: Porquê o nome “Os Netos de Bandim”?
NB: Bandim é a terra dos nossos avós e nós somos netos deles e fruto desta zona. Foi nesta perspectiva que surgiu o nome "Os Netos de Bandim".

A: Quantas vezes já participaram no Carnaval? Já foram vencedores?
NB: Participámos no Carnaval organizado pela ACESA, onde fomos vencedores duas vezes. Participámos no Carnaval da TININGUENA sete vezes e fomos vencedores três vezes. Em 2006 participámos no Carnaval Nacional, onde fomos vencedores.
Mas não actuamos só no Carnaval. Já fizemos várias acções de sensibilização no país, nomeadamente sobre a prevenção de doenças contagiosas. Até já viajámos uma vez para o exterior, para o Senegal, participando numa festa de casamento.

A: Há alguma história que queiram contar relativamente ao Carnaval?
NB: Sim, há uma história que ficou na memória do grupo. Passou-se em 2006, quando tínhamos o apoio de uma organização internacional, que não queremos denominar, mas com a qual acabámos por ter alguns conflitos. Divorciámo-nos dessa organização, a qual estava convicta de que não ganharíamos qualquer prémio sem eles. Fizemos um grande trabalho e conseguimos ganhar o prémio principal.


A: Quantos grupos étnicos constituem o grupo?
NB: Os grupos étnicos que constituem o grupo, no que respeita às suas danças, são: Balantas, Fulas, Mandingas, Felupes, Bijagós, Manjacos e, em estudos, Biafadas. Também temos danças mistas. Mas, independentemente das questões étnicas, o espírito do grupo é formar as crianças e envolvê-las na cultura nacional. Refira-se que o grupo é rigoroso em termos disciplinares, o que é bom para a formação dos jovens. Só com alguma disciplina se pode conseguir algo, sem abdicar é claro da criatividade de cada um.

A: Quais são as vossas perspectivas para este Carnaval?
NB: Neste Carnaval queremos ser vencedores. Para isso temos que trabalhar muito. Ensaiamos durante o ano todo, aos sábados.

A: Quais são os temas das vossas canções?
NB: Estamos a trabalhar o tema oficial do Carnaval, mas também a representar outras canções importantíssimas, de carácter étnico. Por exemplo, a dança de “campuni” da etnia Bijagós

A: Objectivos para o futuro.
NB: Legalizar o grupo, viajar de avião e fazer um blogue para o grupo.

Fernando Saldanha

A: Qual é a lema do Carnaval de Bissau 2008? Porquê?
F.S.: O lema do Carnaval de Bissau 2008 é O Combate à Droga e à Emigração Clandestina, para a afirmação da Paz e Reconciliação Nacional. Escolhemos estes temas porque são os maiores factores de destruição da nossa camada juvenil. Há que sensibilizar os jovens para estas questões.

A: Explique-nos a organização do Carnaval?
F.S.: O Carnaval de Bissau é organizado por uma Comissão Nacional. Mas também há as Comissões Regionais, que organizam os grupos no interior. No primeiro dia de Carnaval dão-se os desfiles regionais (sábado); no segundo e quarto dia (domingo e terça) é um desfile livre (individuais, escolas, ONG’s, bairros, igrejas, etc.); no terceiro dia (segunda-feira) é o desfile mais importante, que é o desfile nacional. No desfile nacional são escolhidos os vencedores. Existem três núcleos de juízes, em diferentes pontos do desfile (Pindjiguiti, Palácio Nacional, Benfica), para escolher os prémios das máscaras, de grupo e de rainha.

A: Que tipo de financiamentos existem para a organização do Carnaval?
F.S.: Não há apoios governamentais. Estamos à espera das respostas de algumas organizações internacionais. Entretanto há alguns patrocínios de empresas de telecomunicações, essencialmente para os prémios a atribuir. O orçamento total do Carnaval é de 34 000 000 de francos CFA.

A: Quais são os critérios para eleger os vencedores? Quais são os prémios a atribuir?
F.S.: O prémio das máscaras obedece a regras muito precisas e o primeiro prémio é de 700 000 francos CFA. O primeiro prémio de grupos é de 1 000 000 francos CFA e o prémio rainha é de 500 000 francos CFA. O júri deve considerar sobretudo as questões relacionadas com a diversidade cultural. Um fato especialmente bonito, num grupo, também pode ajudar na escolha.

A: Como é que funciona a organização das barracas? Em que períodos vão estar a funcionar?
F.S.: Oficialmente, as barracas abriram a 20 de Janeiro e deverão encerrar a 30 de Março. O seu funcionamento é da responsabilidade dos proprietários, a iluminação é da responsabilidade da Câmara e a segurança é da responsabilidade da Polícia. Estão abertas 24h por dia e, nestes dias de Carnaval, contam com espectáculos nocturnos de artistas nacionais.

A: Gosta de fazer parte desta organização? Porquê? Como é que chegou a vice-presidente?
F.S.: Essas questões têm a ver com o meu percurso pessoal. Nas ilhas, desde os 14 anos que organizava os carnavais. Quando estava no liceu, no 6º ano, ganhei entrada no curso de Formação de Técnicos Audiovisuais, tomando o gosto pela área. Este factor levou-me a tirar o curso de Jornalismo, em Lisboa. Quando regressei, organizei e fui cabeça de projecto de vários eventos culturais, nomeadamente os fantásticos Carnavais de 98 e de 2005. Este ano fui chamado pelo Ministério e aceitei o convite.

A: Na sua opinião, qual é a importância e significado do Carnaval?
F.S. O Carnaval não é apenas um desfile de máscaras. O Carnaval de Bissau é sobretudo uma manifestação cultural e tradicional - que promove a união nacional.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Um turista no paraíso!

Foto: Chegada a Bolama

Quando viajamos pela primeira vez ou quando viajamos para uma terra que não conhecemos, tendemos a observar atentamente o que está à nossa volta. Cada viagem de canoa para as ilhas do arquipélago de Bijagós é como se fosse a primeira viagem. A paisagem é encantadora e observá-la dá um enorme prazer.
Sinto o vento e o ritmo das ondas!
As ondas embalam-nos e parece que regressámos à infância. Nas praias, podemos acampar, podemos mergulhar, podemos passear. As ilhas Bijagós são locais fantásticos e maravilhosos.
Sinto-me um turista no paraíso!

Crónica de Viagem, por Zézito António Pedro

Jovens guineenses

Foto: Os Netos de Bandim

Falar da sociedade guineense é falar do relacionamento entre ‘povos’ diferenciados. Apesar da diversidade existente, o relacionamento social é positivo e tem boas formas de organização. Exemplo disso, é a união entre as famílias e entre os jovens, de modo a colmatarem as graves dificuldades económicas. Há uma tradição de partilha que permite resolver questões de sobrevivência.
Infelizmente, a cada ano que passa, vêm-se agravando os problemas de banditismo. Por exemplo, na época do Natal os assaltos são diários, criando-se situações de insegurança e ferindo os princípios de solidariedade.
É preciso lutar contra o banditismo. Neste sentido, têm-se criado nos bairros associações de jovens, que têm por objectivos: lutar contra a delinquência juvenil e preparar um futuro melhor. Muitas associações de jovens desenvolvem actividades culturais e recreativas, que fomentam o espírito de colectividade e amizade. A preparação para o Carnaval é uma dessas oportunidades.


Crónica Social, por Tamara Sá

Falhou o sonho!

Quem diria que a Guiné-Bissau não seria, em 2007, o país campeão do torneio da Taça Amílcar Cabral? O sonho dos guineenses foi adiado. Para quando, ninguém sabe! Todos estavam convictos que a Taça, que andava na nossa boca, depois de “mastigada” seria nossa. Mas, depois de muitos cânticos, a selecção dos ‘djurtos’ não conseguiu realizar o que os seus apoiantes esperavam dela.
No futebol não há justiça, já que fomos eliminados por uma selecção que podia ter sido esmagada em 15 minutos. Não se compreende como é que os favoritos saíram desonrados, como é que houve tão pouca cautela. É que nós não somos cientistas, por isso devíamos ter deixado as experiências de lado, evitando os erros.
Faltou-nos a sorte! Controlámos o jogo e marcámos cedo. Mas houve resposta! Apesar de termos reafirmado a nossa posição até ao fim, infelizmente a sorte não esteve connosco. E assim os ‘djurtos’ foram eliminados da Taça que tem o nome do fundador da nossa nacionalidade!

Crónica Desportiva, por Fernando Tchuda

Pano de Pente

Foto: Artesão do Caracol - Bandim
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O pano de pente é um tecido comum usado nos trajes dos guineenses, seja na confecção das camisas dos homens ou nas esperas das mulheres. Mas também está presente nalgumas cerimónias tradicionais, como os choros e os casamentos. Existem vários tipos de panos de pente: preto e branco, de todas as cores e até com imagens de personalidades (como Amílcar Cabral ou João Paulo II). Conforme as cores e feitios, têm nomes como lanceado, preto e branco, pano pesado ou plaquê.
Em que situações usamos o pano de pente?
“Num choro (enterro), a família da pessoa que morreu pode oferecer um litro de cana bordão e um pano de pente às pessoas que fizeram a cova.” Djamila Vieira (11ª T2)
“No dia do seu casamento, a noiva (papel) tira os cabelos, unta-se com óleo de palma e cobre-se com um pano de pente.” Wrsulina Fernandes (11ª T2)
Porquê o nome pano de pente?
O nome deve-se ao instrumento com que são feitos esses panos, chamados pente! Um pente é constituído por quatro varas de palmeira; duas varas de madeira, com o formato de uma serra; uma roldana, que permite o movimento das varas; o pedal e o pente; a lançadeira, com um formato semelhante a uma piroga de pequena dimensão e que permite lançar as linhas horizontais do pano, tendo no seu interior uma canela de linha e um fio de vassoura que permite o rolamento da linha. As linhas usadas para a construção do pano de pente são mais grossas do que as linhas usadas pelos alfaiates comuns e geralmente vêm de Dacar. Antigamente usavam-se as linhas de algodão produzido na Guiné-Bissau, mas hoje em dia são mais usadas as linhas importadas, apesar de algumas mulheres grandes ainda recorrerem às linhas de algodão que elas mesmas produzem.

Justino da Silva; Raquel Monteiro; Tamara Sá.

Ficha Técnica

Anunciador 2007/2008:

Professora do Atelier de Jornalismo: Susana Fonseca
Alunos do Atelier de Jornalismo:
Turma 1 - de Outubro a Fevereiro: Alaje Djaló; Fernando Tchuda; Franculino Gomes; Justino da Silva; Oraison Costa; Paluxo Ié; Raquel Monteiro; Tamara Sá; Vaniolino Mendes de Carvalho; Zézito António Pedro.
Turma 2 - de Março a Junho: Aliu Djassi; Bubacar Seidi; Cadijatu Seidi; Gerson Badinca; Jerónimo de Carvalho; Leonardo Indi; Hamadu Baldé; Quintino Queba; Solange Baldé; Titina Gomes Cá.
Participação especial: Professor Eugénio N'Luta.
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Colaboração na revisão de textos: professora Ana Sofia Morgado
Fotografia: Susana Fonseca
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Nota: A 1ª edição do Jornal Escolar "Anunciador" (Nº1, Junho 2007) foi feita em suporte de papel. Apesar de não ter existido blogue, publicamos aqui alguns dos seus artigos, referidos com a respectiva etiqueta de Junho 2007.

Clube e Atelier de Jornalismo

Objectivos:
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Incentivar o uso e a divulgação da língua portuguesa, através do trabalho com textos jornalísticos;
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Criar um espaço comum de informação, análise e problematização;
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Capacitar os alunos para o domínio do Word e Internet;
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Orientar o trabalho de preparação, de pesquisa, de entrevista e de produção de textos;
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Publicar em jornal (blogue e suporte de papel) os trabalhos produzidos;
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Incentivar a participação feminina na vida escolar;
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Desenvolver a autonomia e o espírito crítico dos alunos;
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Desenvolver a capacidade de observação e de expressão dos alunos;
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Promover a responsabilidade individual e a capacidade de trabalho em equipa;
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Sensibilizar para a relação entre a escola e a sociedade;
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Contribuir para o processo de humanização do meio escolar;
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Promover a participação no jornal escolar por parte da restante comunidade escolar (alunos, professores, associação de estudantes);
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Formar para a cidadania;
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Sensibilizar para a necessidade de identificar objectivos, caminhos e meios que permitam um desenvolvimento sustentável, num contexto de paz e de valorização dos direitos humanos.
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