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segunda-feira, 11 de maio de 2009

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Mário Benante - Director do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha


Mário Julio Benante (Mazito para os mais próximos) nasceu a 28 de Agosto de 1971 na cidade de Bissau. Estudou em Bachil, numa escola situada no norte do país. Depois de concluir a 4ª classe foi para Pelundo, onde concluiu a 5ª e 6ª classes no internato Saco Vaz, frequentado pelos filhos dos antigos combatentes. Continuou os estudos em Bafatá e em Mores. Depois de ter terminado a 9ª classe, voltou para Bissau, onde concluiu a 11ª classe em 1992. Neste mesmo ano foi recrutado para dar aulas de Educação Visual em Bolama, tendo nessa altura desempenhando também outros cargos, como o de coordenador da disciplina, o de presidente do conselho disciplinar e o de responsável pelos materiais e pelo património. De regresso a Bissau, a partir de 1994, leccionou na escola Justado Vieira, estando em simultâneo a fazer curso médio de contabilidade no CENFA. Continuou a desempenhar vários cargos na escola, nomeadamente o de presidente do conselho técnico.
Em 2006 foi nomeado director da escola Salvador Allende, função que desempenhou até 2008, ano em que passou a ser director do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha. Estando presentemente a concluir a licenciatura em Contabilidade, é também professor de Contabilidade Introdutória no CENFA.

A: No início do ano lectivo, que desafios e prioridades traçou para o liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha?
MB: As prioridades foram melhorar o aspecto da escola e as suas infra-estruturas e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade do ensino. Queremos transformar este liceu num dos melhores de Bissau. Arranjámos ou substituímos quadros e carteiras, pintámos os diferentes pavilhões, criámos um balcão de atendimento na secretaria, colocámos caixotes do lixo no recinto escolar, numerámos e identificámos todas as salas e departamentos, melhorámos a sala de professores. Não podemos esquecer o papel do nosso parceiro PASEG, que nos tem ajudado com o projecto Escola Limpa. Há outros objectivos traçados, nomeadamente no que respeita ao saneamento e às casas de banho, mas, por questões financeiras, ainda não conseguimos alcançá-los.

A: O que tem sido feito para melhorar a qualidade de ensino?
MB: Relativamente à qualidade de ensino, neste momento garantimos que a formação administrada pelo PASEG chegue à maior parte dos professores. Existem alguns professores que frequentam os GAP (Grupos de Acompanhamento Pedagógico) e outros que frequentam os CAP (Cursos de Aperfeiçoamento do Português). Para além disso, tentámos diminuir o número de contratados e escolher aqueles que têm formação superior.

A: Quais são os principais problemas que tem enfrentado este ano lectivo?
MB: Assumi a direcção em Setembro de 2008 e o primeiro problema que tive que enfrentar foi o início tardio das aulas. Os professores reivindicavam os seus salários e, devido a esta situação, as aulas ficaram paralisadas durante o primeiro trimestre. Recentemente voltámos a esta circunstância de paralisação das aulas, que continua a ser o nosso principal problema.

A: Acha que este ano lectivo deveria ser considerado nulo?
MB: Quem pode pronunciar-se sobre se este ano lectivo deverá ser considerado nulo é o Governo, embora me pareça impossível isso acontecer. Faremos um esforço para que o ano lectivo decorra até Julho, tentando cobrir cerca de 65% das aulas previstas.

A: Qual é a relação que tem com a comunidade escolar?
MB: Desde que cheguei a este liceu, sempre tive um bom relacionamento com todos os elementos da comunidade escolar. A minha preocupação é a de melhorar as condições de trabalho de todos os funcionários, professores e alunos.

A: E a sua relação com a Oficina em Língua Portuguesa?
MB: Relativamente à Oficina em Língua Portuguesa, a relação é a melhor, pois vejo que os docentes beneficiam de diversos equipamentos e de formação em diferentes áreas, como o Português, a Matemática, a Filosofia, a Física e Química ou a Informática, para além dos muitos cursos dados a alunos. Aliás, não me canso de referir que o PASEG é um dos melhores projectos que temos na área da educação.
Por: Dauda Pires; Ocante Ié;
Telésfora salvador; Abrão Nanque; Midana Sampa

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Caracterização do Liceu

Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha

O Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha começou por ser uma dependência do Liceu Dr. Agostinho Neto. No entanto, dada a sua dimensão, em 2004 tornou-se independente deste último, tendo adquirido o seu actual nome. Por sua vez, a inauguração oficial teve lugar no dia 13 de Agosto de 2005 e ficou a cargo de Sua Excelência o Primeiro-Ministro Carlos Gomes Júnior.

Dr. Rui Barcelos da Cunha foi homenageado tornando-se patrono do liceu pelo importante papel que teve no sector da Educação, nomeadamente enquanto primeiro Director-Geral do INDE.
Desde a sua inauguração, foram quatro os directores do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha. Neste momento, a equipa da direcção é liderada por Mário Júlio Benante, que assumiu o cargo de director no dia 26 de Setembro de 2008.

Sala de professores
O Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha dispõe de uma sala de professores, local de encontro e de troca de experiências dos 170 docentes a leccionar actualmente nesta instituição escolar. Além deles, o liceu conta com o empenho de 19 elementos de pessoal administrativo.

Salas de Aula

Actualmente, o Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha é um dos maiores do país, tendo a seu cargo o ensino de 6560 alunos da 7ª à 11ªclasses, distribuídos pelas 41 salas, que funcionam em 4 turnos. Neste momento, existem, na escola, 44 turmas da 7ªclasse, 35 da 8ªclasse, 28 da 9ªclasse, 30 da 10ªclasse e 27 da 11ªclasse.
As antigas salas de querintim deram recentemente lugar a quatro novos pavilhões, cuja construção teve início em 2005. Os novos edifícios são motivo de orgulho para toda a comunidade escolar, pois estes foram erguidos com o dinheiro das propinas pagas pelos pais dos alunos da escola, empenhados em contribuir para que os seus filhos tenham um ensino de qualidade num espaço condigno.

Escola Limpa


A escola é um espaço privilegiado de transmissão de valores e de princípios de cidadania. Como tal, no ano lectivo de 2008/2009, a direcção, a Oficina em Língua Portuguesa, os professores e os alunos do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha abraçaram a causa “Escola Limpa” e todos têm trabalhado em prol de uma escola melhor, de uma escola sem lixo e, portanto, mais limpa.
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Oficina em Língua Portuguesa

Desde o ano lectivo de 2001/2002 que o nosso liceu, na altura ainda integrado no Liceu Dr. Agostinho Neto, tem ao seu dispor uma Oficina em Língua Portuguesa. Aqui alunos e professores podem divertir-se em Português e fazer as suas pesquisas, sempre com o apoio dos colaboradores e dos professores do PASEG, projecto da Cooperação Portuguesa responsável por este espaço escolar.

Sala de Formação

No presente ano lectivo, a direcção do liceu cedeu ao PASEG mais uma sala. Esta foi reabilitada e é aqui que, agora, os docentes recebem formação no âmbito das suas práticas pedagógicas, nos GAP (Grupos de Apoio Pedagógico), e de aperfeiçoamento de competências linguísticas, nos CAP (Cursos de Aperfeiçoamento de Português).

Também no domínio da Informática, o PASEG tem dado um importante contributo com os seus cursos, dirigidos tanto a alunos como a professores.
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Direcção do liceu
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Por: Ana Sofia Morgado (Professora do PASEG)
e Mário Júlio Banante (Director do Liceu)

terça-feira, 28 de abril de 2009

Biografia do Patrono do Liceu - Dr. Rui Barcelos da Cunha


Nasceu em Bissau, a 17 de Março de 1947, de um pai funcionário na administração penitenciária e de uma mãe dona de casa. Foi confiado, a partir dos 3 anos, a um tio, irmão mais velho da mãe, gerente de comércio em Bafatá, leste do país. Ao serviço da CFAO (Companhia Francesa da África Ocidental), o tio foi transferido, em 1952, para Kolda, no sul do Senegal, ainda sob dominação colonial. Enquanto o tio procurava uma residência, regressou ao domicílio dos pais. Um ano depois, levado pela mãe, voltava a juntar-se ao tio, o Sr. Domingos de Pina Araújo.

Em Kolda, vila maioritariamente muçulmana e de língua oficial francesa, sentia-se ele e a família um pouco à margem da sociedade civil. O seu tio, nacionalista e cristão, foi obrigado a aproximar-se da pequena comunidade cristã católica local, factor que viria a marcar a vida de Rui Barcelos da Cunha. Tomava parte nos jogos, nas vadiagens e nas saídas para a pesca com os filhos daquela elite cristã.

O primeiro contacto de Rui Cunha com a escola efectuou-se em 1955, na escola pública de Kolda, integrando-se então no mundo francófono. O final da sua escolaridade primária coincidiu com a independência do Senegal da Federação do Mali.

As circunstâncias da infância de Rui Cunha, afastaram-no da resistência popular que nasceu na Guiné-Bissau, ora longínqua ora tão próxima. As manifestações de consciência nacionalista do seu povo não lhe foram reveladas senão pelo êxodo dos militantes do PAIGC.

Como em 1961 não existia nenhum estabelecimento de ensino secundário em Kolda, o seu tio viu-se obrigado a matriculá-lo em Ziguinchor (sede da então região de Casamance) no colégio Sacré-Coeur, estabelecimento de ensino privado, então administrado por irmãos canadianos. Em Ziguinchor foi acolhido por uma prima ali casada. No prosseguimento dos seus estudos secundários, participava nas actividades da comunidade católica da cidade, praticava desporto e tocava os tamborins na fanfarra da sua escola.

Em 1964, depois da 9ª classe, deixa Ziguinchor e parte para Dakar, capital do Senegal, país que entretanto se tornou uma República, em consequência do fim da Federação do Mali.

Frequentou os colégios de St. Michel e Ste. Marie de Hann, ambos estabelecimentos do ensino privado. Os custos do ensino privado eram suportados pelo tio, que começou, a dada altura, a entrar em dificuldades financeiras. Rui Cunha, sem conhecimento do tio, concorreu para a admissão no ensino público. Foi admitido no liceu de Blai Diagne, onde entrou para o 12º ano, concluindo aí o ensino secundário na área de Ciências Experimentais, em 1967.

Em 1968 ingressou no ensino superior, na Faculdade de Ciências da Universidade de Dakar, no departamento de Química-Biologia-Geologia.

Nesta altura, os ecos longínquos da libertação nacional chegavam até ele. Mas, devido às influências do seu ambiente próximo, assim como das suas convicções humanistas, manifestou-se contra esse acto violento, embora justo. Não obstante, o seu sentimento patriótico contrabalançava os seus valores morais declarados, rejeitando a nacionalidade portuguesa que para ele não traduzia a sua identidade cultural. A agencia HCR (Alto Comissariado das Nações Unidas para os refugiados) de Dakar reconheceu-lhe a qualidade de refugiado político e, consequentemente, beneficiou-o com uma bolsa de estudos atribuída pelo FIEU (Fundo Internacional de Intercâmbios Universitários). Este apoio financeiro permitiu-lhe concluir a licenciatura, em 1971, pela Universidade de Dakar.

A sua passagem pela Universidade terá contribuído para a transformação das suas referências ideológicas. A sua participação no movimento estudantil, pela adesão à União dos Estudantes de Dakar, permitiu-lhe a familiarização com a análise marxista, na altura muito prestigiada.

Em abono das excelentes classificações obtidas na licenciatura, o FIEU permitiu-lhe prosseguir os estudos em França, onde fez o Mestrado em Ciências Naturais na Universidade de Ciências e Técnicas de Languedoc.

Em 1974, frequentou o 3º ciclo de estudos superiores na Universidade de Bordeaux, onde terminou, em 1977, o Doutoramento na especialidade de Ciências Biológicas.

Foi chamado novamente ao Senegal, onde trabalhou como assistente na Faculdade de Ciências, com um contrato de três anos. Em 1981, renovou o contrato por mais três anos, do qual rescindiu ao final de um ano, por motivos familiares, partindo para França com a esposa, de nacionalidade francesa, e a filha de dois anos.

Em 1982, devido ao falecimento da mãe, regressou às origens. Em Bissau, escolheu servir o país na área da educação, concebendo programas de Biologia e de Ciências Naturais para o curso geral e complementar do sistema de ensino e de formação de professores, no Ministério da Educação Nacional. No início sentiu algumas dificuldades de adaptação, especialmente devido à língua, embora fossem superadas de forma surpreendente.

De 1982 a 1984 esteve ligado à composição de programas de ensino, ao mesmo tempo que tomava parte de uma activa série de estudos e reflexões sobre o ensino na Guiné-Bissau. Surgiu a necessidade de criar um instituto pedagógico para as questões do ensino, tendo Rui Barcelos da Cunha, em 1984, feito parte da comissão instaladora do actual INDE – Instituo Nacional para o Desenvolvimento da Educação, que viria a nascer em Novembro de 1985 e para o qual foi indigitado para o cargo de Director Geral.

Em 1993-94, foi chamado a dirigir o departamento de formação da Comissão Nacional de Eleições, onde a sua experiência valeu grandemente à materialização das primeiras eleições multipartidárias da Guiné-Bissau.

Enquanto profissional, demonstrou, junto dos que tiveram a sorte de com ele privar, a árdua tarefa de pensar a educação com sentido de humanismo, rigor científico, empenho, dedicação e sentido de responsabilidade.

O antigo Director Geral do INDE viria a falecer em Dakar, vítima de uma doença súbita, no dia 04 de Abril de 1997. Em 2005 transformou-se no patrono de um novo liceu que nasceu em Bissau.
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Biografia cedida pela
Direcção do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha

terça-feira, 7 de abril de 2009

4º Aniversário do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha

No passado sábado, dia 04 de Abril de 2009, comemorou-se o 4º aniversário do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha.
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Foto 1: Entoação do hino nacional e hastear da bandeira.
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Foto 2: Intervenção de vários elementos da comunidade escolar e educativa, na voz de um encarregado de educação, do novo presidente da Associação de Estudantes, de um familiar do patrono do liceu, do presidente da Comissão Organizadora, do presidente da CONAEGUIB, de um representante sindical, de um professor do PASEG, do Director do liceu e do actual Secretário de Estado da Educação.
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Foto 3: Visita do Secretário de Estado da Educação à Oficina em Língua Portuguesa e à Sala de Formação.
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Foto 4: Cocktail de recepção aos convidados.
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Fotos 5 e 6: Alguns elementos docentes femininos…
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Fotos 7 e 8: Alguns elementos docentes masculinos…
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Foto 9: … fotografia de grupo!
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A festa prolongou-se até ao final do dia, com a apresentação de diversas actividades por parte dos alunos: recitação de poesia, dança, play-back e eleição da miss do liceu...
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Fotos 1 a 4, 7 e 8: Susana Fonseca;
Fotos 5 e 6: Élio Santos;
Foto 9: Dauda Pires