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terça-feira, 27 de abril de 2010

Em breve... Regulamento Interno do Liceu Dr. Rui B. Cunha

Em breve, a Direcção do liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha vai apresentar à comunidade escolar, para discussão e aprovação, uma proposta de Regulamento Interno. Este projecto tem o apoio do PASEG e tem como objectivos:
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- Regulamentar o funcionamento interno da escola;
- Conseguir uma maior colaboração entre todos os elementos da comunidade educativa ;
- Reforçar comportamentos positivos e desincentivar os negativos;
- Melhorar a imagem e promover o orgulho de pertencer a esta instituição;
- Dispor de instrumentos para resolver conflitos de interesses;
- Promover o desenvolvimento democrático da escola.
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sábado, 13 de junho de 2009

E o vencedor é...


"Juntos pelo Património Escolar"

Parabéns aos participantes, que vão ganhar cadernos e lápis alusivos à Escola Limpa!

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Num clique... escolhe o teu cartaz preferido!

Alguns alunos do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha prepararam 4 cartazes alusivos ao tema "Escola Limpa", que podes ver nas últimas entradas deste blogue. A partir de hoje, e durante uma semana, podes votar no teu preferido. O critério é livre: imagens, argumento, adequação às necessidades da escola...

(votação encerrada)

Também podes deixar o teu comentário e o nome, explicando a razão da tua escolha. Participa!

A - Juntos Pela Redução, Reciclagem e Reutilização

(clique nas imagens para ampliar)
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Alunos: Alage Djaló, Jorgito António da Cruz e Aliu Traoré. Professora: Susana Fonseca

B - Juntos Por Um Ambiente Mais Saudável

(clique nas imagens para ampliar)
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Alunos: Alage Magariu Djaló, Aliu Traoré, Mohamed Serifo Camará e Kenny Almamo Djamé. Professora: Susana Fonseca. Outros participantes (também na foto): Nóia Cá.

C - Juntos Pelo Património Escolar

(clique nas imagens para ampliar)
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Alunos: Idrissa Seidi, Jorgito António da Cruz e Papis João Gomes. Professora: Susana Fonseca. Outros participantes (também na foto): Alage Djaló; Mohamed Camará; Kenny Djamé.

D - Juntos Por Uma Escola Limpa

(clique nas imagens para ampliar)
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Alunos: Ocante Ié, Ivandro Leonel Campos, Daniluce Nadine Vaz Sanca e
Cisaltina Fernandes Cá; Professora: Susana Fonseca

segunda-feira, 30 de março de 2009

Juntos por uma Escola Limpa



Cartaz: Texto: Ocante Ié (10ª classe); Fotografia: Susana Fonseca
Participantes: Ivandro Campos, Daniluce Sanca, Cisaltina Cá (7ª Classe)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Cidadania

Escola limpa:
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limpeza e manutenção do recinto escolar
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Como forma de sensibilização, professores e alunos ocuparam-se, durante uma semana, da limpeza do recinto escolar. Para o efeito, usaram-se as aulas de Educação Física.
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A partir desta actividade, organizou-se e calendarizou-se a limpeza diária do recinto escolar para todo o ano lectivo, em sistema de rotatividade. Caberá a cada turma, uma vez por mês, a limpeza do recinto durante uma aula de Educação Física. A limpeza das salas de aula e restantes instalações continua a cargo dos funcionários da escola.
Uma vez que ainda não é possível a recolha dos resíduos, por parte da Câmara Municipal ou outra entidade competente, cabe aos funcionários da escola a queima do lixo num local afastado das salas.

A direcção da escola adquiriu caixotes do lixo e uma mangueira para reabilitação dos espaços verdes. Com a ajuda de alguns alunos da 8ª e 11ª classe, procedeu-se à pintura dos caixotes.

Susana Fonseca

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Cidadania

Experiências de reutilização de Materiais II
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No dia 12 de Fevereiro de 2009, realizou-se na Oficina em Língua Portuguesa do Liceu Rui B. Cunha um atelier de reutilização de materiais, alusivo ao Dia dos Namorados.
No início da actividade, a professora Susana Fonseca explicou aos alunos os objectivos do atelier e da reutilização do lixo: cada participante deveria criar um presente para oferecer ao namorado ou namorada, sem gastar dinheiro e utilizando exclusivamente materiais “inutilizados”. Entre estes materiais encontravam-se, por exemplo, restos de papéis e cartões, pacotes de leite vazios, restos de tecidos, caixas inutilizadas (de medicamentos, bolachas, etc.) ou latas de refrigerantes.
Quanto aos restos de cartões coloridos, muito usados pelos alunos nos seus trabalhos, a professora Ana Sofia Morgado explicou onde poderiam ser encontrados. As gráficas da cidade colocam diariamente no lixo restos de cartões e papéis, que podem ser recolhidos por qualquer interessado.
Nelida Nanque, uma das alunas que participou nesta actividade, considera que este tipo de iniciativa deveria decorrer mais vezes. Ficou muito contente por poder oferecer um presente ao namorado, reaproveitando materiais como cartões inutilizados, teclas velhas de computadores e pedaços de uma lata de refrigerante. Paluxo Ié, outro participante, diz-nos que é importante passar a ideia de que é possível fazer coisas bonitas reutilizando materiais, sem gastar dinheiro.
O atelier de reutilização de materiais decorreu durante todo o dia 12 de Fevereiro. No dia 13 foram divulgados os vencedores, que levaram para casa uma capa e um caderno.

Por: Dauda Pires

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Cidadania

Experiências de reutilização de materiais
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Fotografias: Peças criadas pelos alunos do Liceu Nacional no curso de reutilização de materiais

No dia 10 de Dezembro foi apresentada ao público, no Liceu Nacional, uma exposição de várias peças criadas por alunos a partir de materiais inutilizados. Estes materiais eram constituídos principalmente por peças de computadores avariados e velhos. A ideia foi dada pela professora Carina Rodrigues e logo se iniciou a pesquisa sobre o tema na Internet. Ao mesmo tempo que iam sendo criadas as peças, os alunos tiveram outra componente do curso que foi a criação de uma fotonovela sobre o tema da higiene e limpeza, a qual foi também apresentada na exposição. Para a professora Virgínia Marques, uma das responsáveis pela organização da exposição, “o principal objectivo é que as pessoas sejam sensibilizadas para a necessidade de zelar pela higiene e limpeza dos espaços e também para ideia da reutilização do lixo”. Com o mesmo intuito, foi apresentada a conferência “Os três R’s”, pela professora Cláudia Vieira, referindo-se à Redução, Reciclagem e Reutilização.

Fotografia: Fotonovela "Escola Limpa"

No mesmo dia em que decorreu a exposição, foi apresentada a peça de teatro “Escola Limpa”, pois, na opinião do professor Joaquim Bessa, esta abordagem do tema, feita de um modo divertido através da arte dramática, é a melhor forma de sensibilizar as pessoas para os problemas que surgem do tratamento inadequado do lixo ou da ausência de limpeza. Para quem se questiona sobre como é que o lixo pode ser tema para a arte, este professor responde que “a arte está em tudo, é uma questão de espírito”.

“Por uma Escola Melhor” é o lema de um clube de alunos que se formou no Liceu Dr. Agostinho Neto, ainda no primeiro período. Com a ajuda da professora Isabel Correia, estes alunos recuperaram bancos envelhecidos, carteiras e latas velhas (para caixotes do lixo) e colocaram-nos no recinto escolar. Contaram com a ajuda da direcção da escola, que chamou um carpinteiro e depois iniciaram a pintura dos materiais recuperados, usando restos de tinta.


Fotografias: Alguns elementos do clube "Por uma escola Melhor"


Dauda Pires e Justino Ampanil

sábado, 14 de junho de 2008

Nas Salas de Aula


Opinião das alunas Cadijatu e Titina

Quando entramos nas salas do nosso liceu, encontramos geralmente o chão muito sujo, com papéis, canetas estragadas, embalagens de sorvete vazias, sacos de plástico, caroços e cascas de frutos… Acabámos por nos habituar a este cenário e somos nós mesmos, os alunos, que, na maior parte das vezes, contribuímos para tal situação. Mas, por se ter tornado um comportamento habitual deitar o lixo para o chão, tal não significa que isso seja algo normal ou desejável, muito menos que não se possam mudar estes comportamentos. É preciso colocar caixotes nas salas, para aí se deitar o lixo enquanto não é queimado em local apropriado.

A escola e as salas de aula devem ser vistas como a nossa segunda casa, pois é aqui que passamos muito do nosso tempo. É neste espaço que aprendemos, que crescemos e que, muitas vezes, conhecemos os nossos melhores amigos. É natural que nos intervalos das aulas precisemos de nos alimentar e de saciar a sede, mas é preciso ter cuidado para que os vestígios não fiquem espalhados pelo chão. É uma questão de pensarmos que não merecemos passar o dia no meio do lixo. Nós temos uma grande influência no ambiente que nos rodeia e criar boas condições de higiene está nas nossas mãos.

Outro problema que se coloca em relação às salas de aula é o facto de, todos os anos, as cadeiras, as mesas, os telhados, os quadros, as próprias paredes, sofrerem actos de vandalismo. Para além disto, todos os dias são roubadas as lâmpadas das salas, impossibilitando o funcionamento das aulas no período nocturno. É lamentável que isto suceda, pois as dificuldades dos liceus são muitas e estes comportamentos só pioram a situação.

No terceiro período acontece verificar-se um outro fenómeno que vem agravar ainda mais o descontrolo que origina actos de vandalismo: o consumo de vinho de caju. Na época do vinho de caju, são muitos os que não resistem ao seu consumo, porque é acessível e porque cria a ilusão de divertimento. A comunidade escolar é um alvo fácil para os vendedores, que se instalam em frente às escolas. É frequente, nesta altura do ano, assistirmos a discussões entre os alunos, no recinto escolar e mesmo dentro das salas de aula. Estas tristes situações provocadas pelo consumo de álcool impossibilitam o normal decorrer das aulas.

Daqui a alguns anos, corremos o risco de sentir pena por não termos aproveitado as oportunidades que a escola nos oferece e de não a termos estimado melhor. A educação não se limita às matérias que aprendemos, mas também inclui a relação que estabelecemos com o meio envolvente.

Por: Cadijatu Seidi
e Titina Gomes Cá

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

As dificuldades do nosso Liceu


Foto 1: Of.LP do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha
Foto 2: Recreio do Liceu Dr. Rui B. Cunha
Foto3: Casa de banho do Liceu
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Problemas estruturais e necessidade de empenho na mudança
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Assim que passamos a entrada do Liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha, em Bissau, deparamo-nos com um cenário duplo. Por um lado, temos a sombra das grandes mangueiras, que convidam a sentar e a refrescar um pouco. Por outro lado, encontramos o lixo esvoaçando entre as barracas e a poeira do recinto. Antes de nos sentarmos à sombra, pressionamos a única torneira que serve água à comunidade escolar, mas não vale a pena querer mais do que um fiozinho morno. Depois, assim que descansamos do calor, podemos fixar a direcção da nossa sala de aula. Quando entramos na sala de aula, procuramos um lugar, mas nem sempre há bancos suficientes, pois muitos estão danificados. Lá nos contentamos com o canto de um banco, vigiando para que a roupa não se estrague num prego solto. Ao mesmo tempo, esforçamo-nos por ouvir o professor, apesar do barulho da rua. Esforçamo-nos também por ver, no quadro velho, a matéria apresentada na escuridão.
As barracas que servem de sala a muitas turmas estão em péssimas condições, sem portas e sem janelas, com os telhados prestes a cair, o chão com buracos, paredes escritas, bancos estragados. Com a época das chuvas, estas condições agravam-se, impossibilitando o decorrer normal das aulas. Já para não falar na falta de iluminação ao longo de todo o ano, que chega a impedir o funcionamento da primeira aula do 1º Turno, a última aula do 3º Turno, bem como as aulas do Curso Nocturno.
Se quisermos ir à (única) casa de banho disponível, o desencanto agrava-se: não há limpeza, o cheiro é insuportável, há muita água no chão, as sanitas e lavatórios estão danificados e as portas não têm fechadura. Temos mais duas casas de banho, mas uma geralmente está fechada e a outra serve de armazém. O aluno Fernando Tchuda (11ªclasse) relembra que “deveria ter direito a usar as casas de banho, já que são um património que [lhe] pertence como aluno”, esperando que entretanto as condições de uso se tornem mais favoráveis.
No que respeita à higiene do recinto, as condições também não são as melhores, já que quatro dos cinco caixotes do lixo estão sem fundo, acabando o lixo por ficar no chão. Nas salas de aula também não há caixotes. Claro que, tal como diz o aluno Belisário Imbali (11ª classe), “esta situação tem que ser resolvida pela direcção da escola mas também com a colaboração dos próprios alunos”.
Não basta arranjar mais recipientes, os próprios alunos têm que colocar o lixo no sítio certo e manter a escola limpa e em boas condições.
As condições das infra-estruturas são desmotivantes, mas muitos professores e alunos continuam a acreditar e a lutar por uma educação melhor. Todavia, temos a Oficina em Língua Portuguesa, onde podemos encontrar livros, jornais, revistas, cursos, passatempos, actividades, apoio pedagógico, etc. Assim é possível aumentar os nossos conhecimentos e satisfazer a nossa curiosidade em relação a muita coisa sobre ciência, sobre línguas, sobre o mundo, sobre o passado… Infelizmente, no mundo sempre existiu o mal e o bem e a oficina acabou por sofrer alguns assaltos. Foi bom saber que a direcção tomou medidas de prevenção em relação a esse aspecto.
As dificuldades da nossa escola são muitas e é preciso um esforço de todos para que possamos viver num espaço mais agradável, que garanta as condições básicas de higiene e segurança que convêm a uma instituição. Sabemos que numa primeira fase é necessário um investimento significativo, e esperamos que seja feito, dada a urgência. Mas é preciso evidenciar que todos somos responsáveis pelos nossos actos. Preservar o património escolar, sem destruir os materiais ou sujar o recinto e as salas, são aspectos que podem e devem começar hoje.

Dércio Hermenegildo Gomes; Laurindo Pascoal Pereira; Ramiro Pinto; Widnaika Vaz Semedo