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terça-feira, 20 de maio de 2008

Crónica

A crónica é uma informação interpretativa e valorativa dos factos noticiosos, actuais ou actualizados, onde se narra algo, ao mesmo tempo que se julga o narrado. Nela o escritor comenta, amplia e ordena os factos à sua maneira. Não tem que seguir uma estrutura, como acontece na notícia ou na reportagem.
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Uma das características mais importantes da crónica é a subjectividade. O foco narrativo situa-se invariavelmente na 1ª pessoa do singular, seja na forma directa ou na transmissão pessoal dos acontecimentos. O cronista está em diálogo virtual com um interlocutor mudo mas implícito: monólogo enquanto auto-reflexão; diálogo enquanto projecção, a crónica será como que um monodiálogo.
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Um dos factores determinantes na crónica é o estilo do cronista, muito mais do que o motivo inspirador. O estilo é como um instrumento de certa visão do mundo. Mas é um estilo que se perde em múltiplas e possíveis características: espontâneo; jornalístico; subjectivo; diálogo; entre o oral e o literário; efémero… eterno (destina-se ao consumo diário, mas ultrapassa a dimensão quotidiana).
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Encontramos textos publicados para o jornal (carácter essencialmente informativo) e textos publicados no jornal (em que o jornal tem um carácter de divulgação). A crónica move-se entre o texto publicado para e o texto publicado no jornal. O seu objectivo permanente não visa à mera informação: o seu objectivo reside em transcender o relato impessoal do dia-a-dia, desentranhando do acontecimento uma porção poética ou ficcionista. O meio-termo entre acontecimento e lirismo parece o lugar ideal da crónica.
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Modalidades:
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- especial: quando feita por um enviado especial;
- feminina: de particular interesse para a mulher;
- de guerra: enviada por um correspondente de guerra;
- literária: sobre figuras e acontecimentos de artes;
- local: apontamentos sobre a vida quotidiana de uma terra;
- parlamentar: aspectos e debates políticos;
- policial: crónica de casos policiais do dia-a-dia;
- teatro e cinema: crítica das estreias;
- desportiva: sobre diversos acontecimentos e disputas ligadas ao desporto;
- de viagem: sobre viagem, geralmente mais literária do que jornalística.- social: apontamentos e actos da sociedade;
- (...)
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domingo, 4 de maio de 2008

Entrevista

A entrevista é um dos espaços que desperta mais interesse nos meios informativos. Trata-se de uma técnica jornalística mediante a qual uma pessoa (entrevistador-jornalista) pergunta a outra, que responde às suas perguntas (entrevistado). O entrevistador pode ir tomando notas rápidas ou pode gravar a entrevista. Posteriormente redige o conjunto de perguntas e respostas, quer dizer, a entrevista, incluindo uma breve descrição do lugar onde se realizou (domicílio, local de trabalho, etc.), a própria opinião que tem sobre a personagem e outros dados de interesse para o leitor (gestos, tom de voz, indumentária, etc.).
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Através das entrevistas podemos conhecer directamente:
- a vida, a obra e as actividades de personagens importantes ou que interessam ao grande público: escritores, cientistas, artistas, actores, desportistas, políticos, etc;
- o que estes pensam ou o qual a sua opinião sobre temas de interesse geral;
- o modo de vida e os gostos pessoais daqueles que protagonizaram algum facto importante: tornar-se um milionário pelo Totoloto, ter praticado um acto heróico, etc.
  • Nas entrevistas, o recurso fundamental são as perguntas que se fazem à personagem. Há que prepará-las previamente e pensar bem nelas, em função do que se deseja saber.

    O jornalista deve informar-se sobre o tema ou pessoa entrevistada:

    A. Situar o protagonista mediante uma breve introdução:
    - Quem é;
    - A Sua actividade;
    - A Sua actualidade;
    - Dados curiosos ou de interesse.

    B. As perguntas:
    - Do mais importante ao anedótico, do geral ao particular;
    - Estilo das perguntas:
    Claras, precisas, breves e ordenadas;
    Directas e vivas;
    Alternância das perguntas fechadas (cujas respostas são: sim, não, uma data, um nome, etc.) com perguntas abertas (em que o entrevistado não tem que cingir-se a uma extensão e conteúdo determinados).
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  • Podemos falar em duas classes de entrevista. A entrevista informativa, que pretende conhecer a opinião sobre um assunto; e a entrevista psicológica, que pretende conhecer a personalidade do entrevistado.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

A Reportagem

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A reportagem é o género jornalístico que visa informar, com detalhe e extensão, sobre um acontecimento. Muitas vezes, a reportagem surge a partir de uma notícia que se quer ver desenvolvida, já que o assunto pode dar «pano para mangas» e ser explorado. Por vezes constitui um carácter de denúncia de algo que importa corrigir: o mau estado de um hospital, de uma escola, situações de marginalidade social ou delinquência, de agressão ao meio ambiente, etc. Mas são imensos os assuntos possíveis, bem como o posicionamento que pode ter o repórter. A reportagem costuma ser acompanhada de fotografias.
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O repórter desloca-se ao lugar dos factos e, de maneira geral, conta-os de forma objectiva. Apresenta uma estrutura semelhante à notícia:
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a) Título – indica o conteúdo da reportagem;
b) Lead – síntese da reportagem (1ºparágrafo);
c) Corpo – desenvolvimento da reportagem, mais complexo e extenso que a notícia;
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A reportagem informa:
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Sobre:
  • Assuntos de interesse geral
  • O que o repórter vê ao deslocar-se ao local do acontecimento

Como:

  • Com objectividade
  • Detendo-se essencialmente no Como e no Porquê
  • Pondo em relevo a significação dos factos
  • Integrando falas de personagens ligadas ao assunto focado
  • Exprimindo comentários pessoais (alguma subjectividade)

Linguagem:

  • Clara, viva, redigida em estilo directo
  • Predominância da função informativa, o que não exclui as funções emotiva e poética
  • Discurso na 3ª pessoa com possíveis marcas de discurso na 1ª pessoa
  • Linguagem corrente, mas por vezes com alguma preocupação estilística

segunda-feira, 31 de março de 2008

A notícia

A notícia é uma narrativa curta, escrita ou oral, de um facto actual com interesse geral.

Uma notícia bem feita deve ser formada por três partes principais: o título, a cabeça da notícia (ou lead) e o corpo da notícia.
O título deve ser curto, conter a informação principal e ser atractivo, para chamar a atenção do leitor. O título pode ser acompanhado por um antetítulo ou por um subtítulo.
A cabeça da notícia ou lead é o primeiro parágrafo, no qual se resume o que aconteceu. É a parte mais importante da notícia e o seu objectivo é, não só chamar a atenção do leitor, mas ainda dar-lhe as informações principais. Neste parágrafo deverá ser dada a resposta às seguintes perguntas:


Quem? - o sujeito
O Quê? – a acção ou acontecimento
Onde? – o local do acontecimento
Quando? – o momento em que aconteceu

O corpo da notícia é o desenvolvimento da notícia, onde se faz a descrição completa do que aconteceu. Aqui deverá responder-se às perguntas: Como? Porquê? Para Quê?


Como escrever uma boa notícia?

1 – Responda sempre às 6 perguntas clássicas: Quem? O Quê? Onde? Quando? Como? Porquê?
2 – Ao escrever, seja claro, conciso, preciso, fluente e de compreensão fácil para o leitor, a fim de captar o seu interesse.
3 – Use palavras comuns, mas de forma alguma vulgares. Comunicar factos e ideias a um público leitor muito diverso é o que se pretende ao redigir qualquer notícia.

O Jornal

Jornal (do latim diurnal - «diário») – salário; jorna; gazeta diária; apontamentos diários; relação do que se passou no dia a dia e foi testemunhado pelo respectivo redactor; periódico. [in Dicionário de Língua Portuguesa, Porto Editora].

Géneros jornalísticos

Informativos: notícia; reportagem; entrevista

De opinião: editorial; artigo

Mistos: crónica; crítica; coluna

Gráficos: fotografia; cartoon

Primeira página
É o rosto do jornal, o que o leitor vê em primeiro lugar, daí a preocupação pela sua concepção, originalidade e boa organização gráfica.

Secção de um jornal
Ao folhear um jornal, apercebemo-nos que existem diferentes áreas de notícias. A ordem das secções, assim como o respectivo número de páginas, varia conforme a orientação e o tipo de jornal. As secções mais habituais podem ser: nacional, internacional, regional, local, economia, educação, saúde, trabalho, cultura, desporto, opinião, passatempos, anúncios, suplementos, etc.