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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Junho de 2011: Editorial



Entrevista ao Director para balanço do ano


No liceu Dr. Rui Barcelos da Cunha, o ano lectivo 2010/2011 foi positivo graças ao esforço, empenho e à boa colaboração entre a docência e a administração do liceu, sublinhou o director deste estabelecimento ao jornal “O Anunciador”. Mário Júlio Benante reafirmou que os professores deram o máximo e dignaram-se a cumprir as suas tarefas, o que permitiu ultrapassar as dificuldades. “Fiquei satisfeito por termos conseguido atingir os objectivos tão almejados, apesar de dificuldades”, sustentou Benante. Disse, por outro lado, gostar da forma como funcionaram as aulas durante o ano lectivo, caracterizadas pelo grande empenho dos docentes afectos à instituição escolar que dirige.



Referindo a reforma no sistema de ensino nos liceus implementada pelo MENCCJD, Mário Júlio Benante espera a união entre a classe de professores e as direcções dos liceus para acolher bons resultados, pois “a união faz a força”. Salientamos que, no âmbito da implementação da 12ª classe, foi feita a selecção de professores licenciados para leccionar este nível. Segundo Benante, o liceu Dr. Rui B. da Cunha não teve dificuldades em conseguir contratar docentes, uma vez que já tinha professores efectivos licenciados.

Segundo o director do liceu, é de salientar a concretização de alguns projectos, nomeadamente:
· Criação de uma sala de informática, já inaugurada pelo ministro da educação;
· Melhoria dos gabinetes de trabalho: a sala de professores e outras;
· Inauguração de uma reprografia equipada pelo PASEG;
· Aprovação do regulamento interno do liceu.



Falando das perspectivas para o futuro, o Director do liceu Dr. Rui B. da Cunha tem projectos a médio e a longo prazo, tais como:
· Melhorar os equipamentos da sala da informática;
· Construir um laboratório e um anfiteatro para as reuniões e palestras;
· Construir mais cinco salas de aula para a 12ª classe e uma pequena enfermaria para o atendimento de casos pontuais;
· Fixar portas e janelas em todas as salas de aula deste liceu; etc.

Por: Paulo Bem-Obe


segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Editorial

Na sétima edição do nosso jornal escolar, abordamos temas das áreas da saúde, do ensino, da poesia e da cultura. Uma das temáticas que se destaca nesta edição é a sensibilização para a prevenção e despistagem da SIDA, já que o nosso liceu foi palco do lançamento da campanha desenvolvida pelo Secretariado da Luta Contra a Sida nos liceus de Bissau.
Acreditamos que, através deste jornal, podemos desenvolver o nosso espírito crítico e criativo, ao mesmo tempo que divulgamos a língua portuguesa e despertamos a paixão pela leitura e pela escrita.
Esperamos voltar no próximo ano lectivo, com novos artigos. Votos de boas férias aos nossos leitores.

Professores e alunos do
Clube e Atelier de Jornalismo

terça-feira, 27 de abril de 2010

Anunciador - Março 2010


..O jornal Anunciador existe desde 2007, tendo sempre como principal objectivo promover a língua portuguesa no nosso liceu.
..Em 2009 recebeu duas menções honrosas do jornal português Público, que todos os anos promove um concurso de jornais escolares, factor que nos deixou muito orgulhosos e com vontade de continuar a publicar o nosso trabalho. Este ano introduziram-se algumas mudanças no Clube e Atelier de Jornalismo, tendo sido convidados alguns professores do liceu a participar nesta publicação. A ideia é que mais pessoas da escola, sejam professores ou alunos, contribuam para o resultado final. Fica assim lançado o desafio a quem queira participar nas próximas edições.
..Outra novidade é o novo grafismo, que apresentamos nesta 6ª edição. Esperamos que gostem. Boa leitura!


Susana Fonseca

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Anunciador participa em concurso de jornais escolares

Editorial
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Hesito em referir que chegámos ao final de mais um ano lectivo, embora este seja precisamente o último jornal de 2008/2009. O jornal Anunciador teve em Fevereiro a primeira edição deste ano, resultante de um trabalho começado em Outubro. Foi uma edição dedicada à mulher guineense, que deu especial atenção à relação do tema com a educação e a escola. No final de Abril fizemos uma nova edição, com a participação da direcção do liceu, factor que muito nos agradou, pois um dos objectivos traçados para este ano era envolver mais elementos da comunidade escolar. A edição de Abril foi uma edição especial, dedicada ao IV aniversário do nosso liceu. Para a última edição, de Junho, reservámos o tema “Porque é que a política também é para nós?”, indo ao encontro do concurso de jornais escolares promovido pelo jornal português Público.
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Embora a questão a concurso – “Porque é que a política também é para nós?” – já tivesse sido abordada de forma implícita nas edições anteriores, nesta os alunos do Clube e Atelier de Jornalismo empenharam-se mais objectivamente no seu tratamento. Contudo, permitam-me que diga que esta tem sido, no nosso contexto, uma “questão do diabo”. Não é função do jornalismo reflectir e informar sobre o meio envolvente? Mas que trabalhos de jornalismo escolar podem ser feitos, alusivos ao tema em causa, num contexto em que o Presidente da República, o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas e alguns ex-ministros foram contínua e brutalmente assassinados e outros espancados, na pequena cidade em que todos vivemos, trabalhamos e estudamos? E que trabalhos de jornalismo escolar podem ser feitos num contexto em que o ano lectivo tem sido submetido a prolongadas greves e boicotes, devido a repetidos atrasos no pagamento de salários, inviabilizando a vida normal de qualquer estudante? Que tipo de reportagens e de entrevistas podem ser feitas?
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Quando abordámos a comunidade escolar, poucos quiseram falar, mas uma das alunas que entrevistámos não hesitou em dizer-nos: “quem se levanta para reivindicar os seus direitos, morre”. Talvez sejam “mitos” ou talvez seja apenas o espelho de uma baixa auto-estima popular. Talvez… A incerteza explode em cada palavra que ouço e leio destes alunos, na mesma medida em que a esperança e a fé. Todavia, para alguns a necessidade de se questionarem e de se expressarem fala mais alto: o que significa tudo isto que se passa à nossa volta? Apontam caminhos, lançam ideias, criticam a amoralidade dos actos bárbaros a que assistem e sabem que não é isso que querem para si e para os seus filhos. E falo em filhos sem pudor, que na Guiné-Bissau ter filhos, mesmo na adolescência, é algo tão natural como namorar. Mas deixo esta última problemática para uma próxima edição...
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No início deste mês de Junho, professores e alunos voltaram à escola. Porém, hoje, enquanto procuro as palavras para este editorial, chove torrencialmente e talvez continue a ser uma incerteza que o ano lectivo tenha continuidade nos quatro maiores liceus de Bissau. Talvez… É por esta incerteza que hesito em dizer que chegámos ao final de um ano lectivo que, afinal, pode não ser consumado.
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Susana Fonseca